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Débora Miranda

Final da Champions prova: mulher só precisa de boas condições de trabalho

Débora Miranda

30/08/2020 04h00

Depois que a final da Liga dos Campeões masculina, no último domingo, registrou a maior audiência da história da TV paga brasileira desde a sua fundação, a expectativa é grande para a final feminina, que a ESPN Brasil transmite hoje, a partir das 15h. Pelo UOL Esporte Clube também será possível acompanhar o jogo.

A craque do Lyon Wendie Renard (Reprodução/Instagram)

Lyon e Wolfsburgo fazem o jogo, que deve ser disputadíssimo. Esta é a quarta vez que as duas equipes se enfrentam em uma final da Liga dos Campeões, sendo que o Lyon –maior vencedor da história do campeonato– venceu dois confrontos, e o Wolfsburgo apenas um. No total, o time francês tem seis títulos, sendo que quatro foram conquistados em sequência, nos últimos anos.

O Lyon é, atualmente, uma potência do futebol feminino –tanto que a cidade francesa foi a escolhida para sediar a final da Copa do Mundo feminina de 2019. O presidente do clube, Jean-Michel Aulas, é reconhecido por valorizar a modalidade, frequentar os jogos e dar às atletas as mesmas condições de trabalho que os homens possuem no time masculino –embora a equidade salarial ainda não seja realidade.

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Tem atletas entre as melhores do mundo, como a premiadíssima norueguesa Ada Hegerberg (que está lesionada desde o início do ano e, por isso, não vem jogando) e a francesa Wendie Renard. Mas o Wolfsburgo não fica atrás, com a supercraque Pernille Harder e sua trupe –inclusive, vale lembrar que a Alemanha ainda é o país que mais tem títulos da Champions na categoria feminina: são nove vitórias, obtidas por quatro clubes diferentes, contra seis da França.

Isso tudo só prova o que já vem sendo falado há anos: desde que recebam investimento, boas condições de trabalho, patrocínio e visibilidade, o futebol feminino pode, sim, se tornar uma grande potência em todos os sentidos: qualidade, rentabilidade e sucesso. A Copa do Mundo do ano passado deixou uma marca inesquecível nesse sentido, num movimento de crescimento que sofreu uma pausa por causa da pandemia do coronavírus, mas que tem tudo para ser retomado com força total.

E esse movimento de alta é importante também porque motiva outro crescimento, fora das quatro linhas. Aos poucos, abre cada vez mais espaço para atuação e reconhecimento de mulheres profissionais que trabalham com esporte, como jornalistas, narradoras e comentaristas. Inclusive, a transmissão da ESPN Brasil terá a narração de Renata Silveira –e a equipe ainda conta com Mariana Spinelli.

"Acho que vai ser um jogo muito bom, assim como foram os das quartas e das semis. Um jogo muito bem estudado, muito tático, com jogadoras muito boas. Há diversas atletas de seleções nacionais nas equipes. Então, a expectativa é que seja um lindo jogo de futebol, que seja muito disputado e que, claro, vença o melhor time", afirma Renata.

Ela comenta, ainda, da importância de narrar um jogo de tanto destaque. "A gente sabe que todo o mundo que gosta de futebol feminino vai assistir a esse jogo. Então, a responsabilidade só aumenta. E o futebol feminino vem sendo, sim, um produto para o qual as emissoras estão abrindo os olhos, porque tem um público muito grande que quer acompanhar."

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Débora Miranda é jornalista e editora do UOL. Apaixonada por cultura. Acredita no poder transformador do esporte. Ginástica olímpica na infância. Pilates, corrida e krav maga na vida adulta. Futebol desde sempre. Corinthians até o fim.

Sobre o blog

Espaço para as histórias das mulheres no esporte, mostrando como a atividade física pode transformar vidas e o mundo. A ideia é reunir depoimentos sobre determinação, superação e empoderamento. Acima de tudo, motivar umas às outras. Vamos juntas?